17 de Maio de 2009

Luz ao fundo do tunel??

Inesperadamente o João começou a andar extremamente bem-disposto. Em casa notámos e na creche também foi notório, tendo a Educadora comentado esse facto. Começou a vocalizar imenso, e eis quando começa a dizer mamã. Disse na creche, disse em casa com o pai, mas eu nunca o tinha ouvido dizer. Não queria acreditar quando entrei a porta de casa, naquela tarde e correu para mim, dizendo mamã. Aquele momento foi mágico, foi único, foi tão nosso. Deixei escapar uma lágrima e agradeci a deus. Pensava e tinha medo, de nunca mais ouvir da boca dele, essa palavra fantástica. Não quis fazer grandes alaridos, nem comemorar. Fiquei com receio que fosse só momentâneo, e que nunca mais o tornasse a dizer. Já tinha acontecido anteriormente, quando um dia chamou papá, e nunca mais o fez. Já passou uma semana e continua a dizer mamã várias vezes ao dia e também de vez em quando lá sai um papá. Esperamos que seja apenas um começo, e que muitas mais palavras possam vir, a seguir a estas. Não estamos ansiosos de quando será, apenas queremos que seja. Esperamos o tempo que for necessário, damos-lhe o tempo que ele quiser, caso ele o queira. Achamos o João bem diferente, desde Setembro, quando entrou para a Creche na Casa Pia de Lisboa. Estamos bastante satisfeitos com o trabalho que tem desenvolvido com ele. Os progressos são notórios e visíveis. Pensamos que as terapias e o próprio processo de maturação do João, são os dois factores responsáveis, pelas mudanças verificadas. Vamos esperar para ver, com a certeza de que já conseguimos ver uma luz a brilhar no fundo do túnel.

12 de Maio de 2009

Brasil desenvolve metodologia para detectar autismo em crianças

Um método para diagnosticar o autismo por meio de exame de imagem está sendo desenvolvido pelo Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Atualmente, não há nenhum teste específico para o autismo. O diagnóstico é clínico, com base na observação dos sintomas. Os pesquisadores utilizam o eletroencefalograma computadorizado para fazer uma varredura cerebral. O exame amplia e mede as correntes eletromagnéticas no cérebro em diversas frequências (de 3 a 27 hertz) e permite verificar as ligações entre os grupos de neurônios. Segundo o neurologista infantil Adaílton Tadeu Alves de Pontes, um dos coordenadores da pesquisa, as imagens obtidas com o mapeamento são comparadas com as do cérebro de uma criança sem o problema. "Verificamos a relação de uma área com outra e percebemos que as crianças com autismo tiveram uma resposta diminuída no hemisfério cerebral direito em relação ao esquerdo, ou seja, há uma deficiência de ativação no hemisfério direito." Pontes explica que o hemisfério direito está associado às funções socioafetivas, emocionais, de empatia e de percepção do contexto e compreensão social, enquanto o hemisfério esquerdo é mais relacionado com o cálculo e o raciocínio. O próximo passo, segundo ele, é ampliar a amostra de crianças analisadas, incluindo autistas com inteligência normal e outros com problemas de linguagem, por exemplo. Por fim, haverá uma comparação dessas crianças com outras que possuam patologias neuropsiquiátricas diferentes -para saber como funciona a resposta cerebral nesses casos. Pesquisas anteriores com cérebros de autistas já encontraram desequilíbrios em neurotransmissores (substâncias químicas que ajudam as células nervosas a se comunicarem) que poderiam explicar o comportamento do autista. Outros trabalhos encontraram irregularidades nas próprias estruturas do cérebro, como no corpo caloso (que facilita a comunicação entre os dois hemisférios do cérebro), na amígdala (que afeta o comportamento social e emocional) e no cerebelo (envolvido com as atividades motoras, o equilíbrio e a coordenação). Na avaliação do neurologista José Geraldo Speciali, da USP de Ribeirão Preto, caso a eficácia do eletroencefalograma no diagnóstico do autismo seja confirmada, será "uma ótima notícia" porque hoje o autismo é descoberto tardiamente. "Porém, ainda não sabemos se o diagnóstico e a intervenção precoces mudarão o curso da doença", observa. Para o médico Luiz Celso Vilanova, chefe do departamento de neurologista infantil da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a pesquisa da Fiocruz é mais uma que tenta encontrar um marcador biológico para o diagnóstico do autismo, mas dificilmente chegará a uma resposta positiva. "Ela pode trazer novas contribuições, mas outros trabalhos, com métodos até mais sofisticados como a ressonância magnética e o PET scan, não conseguiram definir um quadro que sirva de marcador independente", diz o médico. Segundo ele, a limitação é da própria medicina. "No passado, essas crianças eram classificadas como psicóticas. Existem algumas evidências de alterações de natureza biológica e cerebral, mas nada que nos ajude no diagnóstico." Hoje, o diagnóstico ocorre por volta dos três anos de idade, e o tratamento é basicamente comportamental (psicólogos e fonoaudiólogos, por exemplo). Medicamentos são usados para controlar sintomas específicos, como a agressividade.

9 de Maio de 2009

Estudo indica que algumas crianças podem deixar o autismo

WASHINGTON - Um estudo realizado em pequena escala sugere que pelo menos 10% das crianças com autismo superam o distúrbio por volta dos 9 anos de idade - a maioria, depois de anos de intensa terapia comportamental. Céticos questionam o fenômeno, mas a psicóloga Deborah Fein, da Universidade de Connecticut, é um dos cientistas convencidos de que o fenômeno é real. Ela apresentou a pesquisa, feita com 58 crianças, nesta semana numa conferência sobre autismo realizada em Chicago (EUA). Dessas crianças, 20 haviam, segundo análise rigorosa, sido corretamente diagnosticadas como autistas, mas anos mais tarde não eram mais consideradas portadoras do distúrbio. Entre elas estava Leo Lytel, um menino que não olhava os outros no olhos, repetia as palavras que lhe eram ditas e girava em círculos - todos sintomas clássicos do autismo. Agora, ele é um sociável aluno da terceira série. O estudo, financiado pelo governo americano, envolve jovens dos 9 aos 18 anos. A pesquisadora Geraldine Dawson, cientista-chefe do grupo Autism Speaks (Autismo Fala) disse que a pesquisa é um importante avanço. Estudos anteriores haviam indicado que de 3% a 25% dos autistas se recuperam. Os novos dados indicam que a taxa é de 10% a 20%. Mas, mesmo depois de muita terapia, a maioria das crianças autistas permanecem autistas. A recuperação "não é uma expectativa realista para a maioria dos jovens", mas os pais devem saber que isso pode acontecer, disse Deborah, cujo estudo ainda se encontra em andamento. Críticos da hipótese da recuperação sugerem que ou as crianças estudadas não eram realmente autistas e houve um erro de diagnóstico.

12 de Abril de 2009

É só para desejar...

8 de Abril de 2009

Passeio à Quinta Pedagógica

Que sorriso mais lindo...

Que menina gira que vai a passar...

14 de Março de 2009

Já colaboro mais...

Já colaboro muito mais, nas actividades da Creche. Adoro mexer nas tintas e sentir as texturas. Portei-me muito bem a fazer a prenda do dia do Pai. Fiz sozinho, sem ajuda da Sofia. Estou mais comunicativo e bem-disposto. É o sol que ajuda. Também ando muito refilão em casa. Quero as coisas no meu tempo e como eu quero. Faço grandes birras, quando não sou correspondido. Estou a crescer a desabrochar …

4 de Março de 2009

Escola de Pais

No sábado passado iniciamos a Escola de Pais-Autismo de mão dada. Este é um projecto que destina-se a ajudar as crianças até aos 8 anos de idade recentemente diagnosticadas com autismo. Pretende-se igualmente apoiar os seus pais a conviver com o autismo, a tomar decisões adequadas quanto às opções de intervenção e a serem eles próprios agentes do processo educativo/terapêutico da criança. De Fevereiro a Julho de 2009 haverá 10 sessões individuais quinzenais, na APPDA-Lisboa que alternarão com 10 sessões quinzenais de grupo na APPDA-Lisboa, nas quais os pais receberão formação teórico-prática sobre as características da deficiência e sobre estratégias e metodologias previstas no Plano de Intervenção Individual estabelecido para o seu filho. Os técnicos efectuarão terapia directa com a criança nas sessões individuais às quais os pais deverão assistir e participar para poderem articular a sua actuação em casa. Haverá um sistema de tutoria para aplicação dos objectivos terapêuticos. Senti-me de facto muito bem, junto dos restantes Pais, por sentir que falamos a mesma língua,que sentimos as mesmas coisas, que vivenciamos e partilhamos as mesmas duvidas,angustias. Senti que estamos unidos por uma única causa. Combinamos que para além dos sábados de formação,iríamos-nos reunir uma vez por mês,para falarmos de uma forma mais informal,sobre os nossos filhos, e sobre o autismo. Digamos que será uma espécie de terapia de grupo. Para quem estiver interessado,ainda há vagas. Nos dias de formação os nossos meninos ficam numa salinha ao lado, acompanhados por uma técnica, onde podem brincar.

24 de Fevereiro de 2009

Bom Carnaval

O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar que tem suas origens na Antiguidade e recuperadas pelo cristianismo, que começava no dia de Reis (Epifania) e acabava na Quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma. O período do Carnaval era marcado pela "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. É possível associá-lo às festas de carácter bacanal, celebrações a Baco, deus do vinho, na Grécia antiga, ou as saturnais, festas em honra a Saturno, Deus da agricultura, na Roma antiga. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. Nestas mini-férias de Carnaval e o Ricardo aproveitamos para passear um pouco,enquanto que o João ficou com os avós. Fomos até Espanha e demos umas voltinhas pelo nosso Baixo Alentejo. Por cá o João portou-se bem, mas sempre um pouco irritado,pela mudança das rotinas e pela nossa ausência. O João, este ano mascarou-se á vaqueiro. Na escolinha mascarou-se de lagarta e de tarde na festinha para a família, até se portou bem. Ontem de tarde foi dia de ir buscar, o mais recente membro da família, a Nina. Ela tem apenas 6 semanas, e é muito meiguinha. O João já se ri bastante para ela, embora tenha tido um ataque de ciumes. Sentiu de repente que já não era o único centro das atenções. Com o tempo esperamos que se tornem grandes companheiros.